Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

NOVO ANO

 

Um fim de ano qualquer, sem calendário

com a caneta em linhas de escrever

é espesso o véu sobre o lugar precário

onde suposto pensa  e é o ser.

 

olho em redor, real imaginário,

de pontos que não têm que fazer,

e que sou afinal ? um panfletário

de versos que nada podem dizer

 

um ano, na loucura, é indiferente

arde o fogo sem tempo e sem  razão

eu sou a multidão  na minha frente

 

como ela sou o sim e sou o não

de restos de partículas cadentes

cinzas  talvez , do espaço em combustão.

  

publicado por Peter às 19:38

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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

NATAL ?

 

Não é Natal, ou é Natal, quem sabe,

o frio é intenso, o interior tão largo,

que o movimento eterno desta nave

é sonho  breve, imaginado,  amargo.

 

não é Natal, ou é Natal, sei lá

o que são  deuses vindos do além,

reservo o pensamento no  que há

meninos deste tempo , meu também.

 

acumulam-se os homens pelas ruas

no difícil saber ignorar,

almas atarefadas, passam nuas

 

olhos que no correr não tem olhar,

e o Natal , se o há, esse flutua

como uma tempestade sobre o mar.

 

 

 

publicado por Peter às 22:30

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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

NATAL

 

Chega tarde o Natal em versos, odes,

lenda de minha trama evoluiu

não há menino, palha, nem Herodes

morto de vez em  terra se sumiu.

 

nem sei bem onde fica a Galileia

para lá de Gaza, a faixa , e de saber

se o caos  que agente tem é á boleia

se nele há gente feita ou por fazer.

 

á noite, fora, a luz da lua é fria

apara-nos a febre e o parecer

não nascem pobres deuses, porque havia

 

um pobre  e velho deus reaparecer

quando há tanto  Jesus em agonia

e tantos mais ainda por nascer !

publicado por Peter às 22:07

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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

INÊS

Porque  gritas mulher e porque choras

e suplicas ao carrasco a dor

porque te vai a vida nas demoras

ausentes e brutais  do sonhador ?

 

porque se cala o som na voz do vento

que sopra sobre os choupos do Mondego

porque é achado o descontentamento

porque há-de o amor ser sempre escravo e cego?

 

porque choras Inês na margem bruta

dos amantes que perdem a razão

na lâmina afiada da disputa

 

da dor que amadurece  a rendição,

fica na pedra o corpo, a alma , a luta

de ganho, eternidade  em nossa mão.

 

publicado por Peter às 12:23

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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

NAUFRÁGIO

O acidente a ocidente deu-se

e naufragou a armada de um navio

no porão de almas, a ralé perdeu-se,

o mar encheu de gritos o vazio.

 

na guitarra e no fado adormeceu-se

a revolta ,no choro e desvario,

de sorte e cruz a borrasca rendeu-se

e pedaços da barca vem ao rio.

 

mistério dos mistérios , desbravados

o mastro e o convés pairam na areia

tábuas e mortos, peixes , desgraçados,

 

misérias do partir  que se receia,

lamentam-se na praia os afogados

que a tempo não fugiram desta teia.  

publicado por Peter às 18:52

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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

SER

 

Não sei se alguma vez quis ser feliz

como se rio fosse, sem secura,

depois de tantos anos de aprendiz

que me resta afinal, senão rasura?

 

tenho-me dito tantas vezes, pára

como aragem que nasce á luz difusa,

mas é raro parar , levanto a cara

caminho laminar e em recusa.

 

cego e louco julgar,  o possuir,

que é irreal  em toda  a nossa espera,

opaca nuvem  é , é um fingir

 

a rapidez que passa e se tolera

um dia , ao acordar, nada há-de vir

sobre a mesa vazia  da quimera.

 

publicado por Peter às 00:18

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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

FÓSSIL

 

Passo, passo por ti, nada te digo

nos passos onde leve me sustenho,

meus passos já não vão a par contigo

nem eu ao certo sei aonde os tenho.

 

do rotativo sonho me desligo

por mim encadeado em próprio amanho,

são as coisas da sorte o novo abrigo

ao ir no ir de onde já não venho.

 

enquanto o sol me espreita radioso

se o vejo chegar desalinhado

vi-te a última vez, fóssil zeloso

 

por onde rasguei vidas e pecado,

não fosse o tempo breve e ardiloso

e eu passava por ti, mesmo parado.

 

publicado por Peter às 19:57

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