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Passeio-me pelo cais, escuro, vazio
na noite suas sombras, silhuetas,
furtivas e velozes, casario
a leva-las ao longe incompletas.
alguma luz perdura nos carris,
pelo comboio que vem, ainda demora,
sento-me em bancos nus, pelos perfis
da luminosidade algures que lembra a aurora.
talha-se pelo silêncio que se escuta
o ar que corre , perfume inebriante
duma ideia que vem absoluta
para desaparecer no mesmo instante
e o trem que se aproxima é a cicuta
de insegura viagem , inconstante.
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