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Permaneces no tempo, terra e ventre
aberta como flor para que se tome,
morava nos teus olhos, era entre
eles e os meus que se matava a fome.
em sementeiras de sentidos puros
no ritual prazer dos nossos bens,
frutos guardando brilho de maduros
amolecidos pelos vais e vens
do bem que tenho hoje, está perdido
o perfume jasmim da tua mão,
tenho plantada a flor e obtido
assim a terra, o colo, a ilusão,
a vida é um percurso sem sentido
dela resta memória e solidão.
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